Atualmente, a Constituição Federal e a CLT permitem uma jornada de até 44 horas semanais. Na prática, a escala 6×1 é comum em setores como comércio e serviços: o trabalhador cumpre 6 dias de trabalho para garantir 1 dia de folga.
O que propõe a nova mudança na jornada de trabalho?
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), liderada pela deputada Erika Hilton, foca em:
- Redução da jornada semanal: De 44h para 36h semanais;
- Fim da escala 6×1: Transição para modelos como 5×2 ou 4×3;
- Manutenção salarial: Proibição de redução de salário com a carga menor, por exemplo, o trabalhador recebia R$ 3.000,00 por 44 horas semanais; a jornada foi reduzida para 30 horas, mas o salário deve permanecer em R$ 3.000,00, sem redução proporcional.
Só que ainda, a PEC ainda não foi votada. A proposta está na fase de coleta de assinaturas. Para começar a tramitar, precisa de 171 assinaturas de deputados federais. Só depois disso passará por comissões (CCJ) e dois turnos de votação no Plenário. (Vide PEC escala 6×1.)
Por que a escala 6×1 virou polêmica?
A discussão ganhou força porque envolve um ponto sensível: o equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida.
Na escala 6×1, o trabalhador atua seis dias consecutivos com apenas um dia de descanso, o que, na prática, pode gerar desgaste contínuo ao longo das semanas.
Os defensores argumentam que a revisão desse modelo melhora a saúde mental, reduz casos de burnout e aumenta a produtividade no médio prazo, já que trabalhadores descansados tendem a ter melhor desempenho e menos afastamentos.
Já setores empresariais apontam impacto direto nos custos, pois amudança pode exigir mais contratações, reorganização de turnos e aumento da folha de pagamento, especialmente em áreas que dependem de operação contínua, como comércio e serviços.
O debate reflete uma mudança na visão sobre o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Embora popular, a mudança ainda depende de um longo processo político em Brasília.
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