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Custos Escondidos Em Franquias: Como Descobrir?

Custos Escondidos Em Franquias

Os custos escondidos em franquias podem aparecer em taxas, royalties, publicidade, fornecedores obrigatórios e despesas não informadas claramente na COF.


Para descobrir, é preciso analisar a Circular de Oferta de Franquia (COF), o contrato e todos os anexos antes de assinar.


Também é importante comparar as projeções de faturamento com os custos reais de operação e solicitar esclarecimentos por escrito à franqueadora.


Um advogado especializado em franquias pode identificar cobranças abusivas, informações incompletas e riscos financeiros antes que o contrato seja firmado.

O que são custos escondidos em franquias?

Os custos escondidos em franquias são despesas que podem não ficar evidentes na primeira apresentação comercial feita pela rede.

Isso não significa, necessariamente, que a franqueadora esteja agindo de forma ilegal. Muitas despesas podem estar previstas na documentação da franquia, mas acabam passando despercebidas para quem está concentrado apenas no valor da taxa inicial.

O problema surge quando o empreendedor toma sua decisão com base em uma estimativa incompleta do investimento necessário.

Uma franquia anunciada com determinado valor pode exigir, na prática, capital adicional para instalação, estoque, capital de giro, sistemas, treinamento, marketing e outras obrigações.

É justamente por isso que a análise financeira precisa ir muito além do preço apresentado na publicidade.

Onde podem aparecer os custos escondidos em franquias?

Antes de assinar, o candidato precisa entender quanto realmente custará abrir e manter a operação.

Algumas despesas podem estar relacionadas a:

  • Taxa inicial de franquia;
  • Royalties;
  • Fundo de propaganda;
  • Sistemas e plataformas obrigatórias;
  • Compra de produtos ou equipamentos;
  • Fornecedores homologados;
  • Reformas e adequações do imóvel;
  • Treinamento e deslocamentos;
  • Capital de giro;
  • Taxas administrativas;
  • Renovação ou transferência da franquia.

Um dos maiores erros é analisar somente o investimento inicial e ignorar os gastos recorrentes.

Uma despesa mensal aparentemente pequena pode representar milhares de reais ao longo de um ano.

Quando somadas várias cobranças, a diferença entre a expectativa e a realidade pode comprometer completamente a rentabilidade da unidade.

A COF ajuda a identificar despesas que não aparecem na propaganda

A Circular de Oferta de Franquia, conhecida como COF, é um dos documentos mais importantes para quem pretende adquirir uma franquia.

A Lei nº 13.966/2019 estabelece regras para a entrega da COF ao candidato, que deve receber informações relevantes sobre a franquia antes da assinatura do contrato ou do pagamento de qualquer taxa.

A documentação deve ser analisada com atenção porque é nela que o empreendedor encontrará informações sobre investimento, taxas, obrigações, fornecedores, território, regras da rede e outras condições da relação entre franqueador e franqueado.

Não basta receber a COF. É necessário compreender o que está escrito.

Uma cláusula aparentemente simples pode representar uma obrigação financeira importante durante toda a existência do contrato.

Como descobrir os custos antes de comprar uma franquia?

O primeiro passo é abandonar a ideia de que o valor divulgado pela franqueadora representa o custo total do negócio.

Faça uma projeção realista considerando o período necessário para a unidade atingir equilíbrio financeiro. Depois, compare essa projeção com as informações presentes na COF e no contrato.

Também é recomendável conversar com franqueados atuais e antigos da rede. Eles podem revelar despesas operacionais que não ficam tão evidentes durante o processo comercial.

Outro ponto importante é verificar se as projeções de faturamento apresentadas possuem fundamento e se os números são compatíveis com a realidade daquela região.

Se a promessa de retorno parecer boa demais, pare e investigue antes de entregar qualquer valor.

Faturamento prometido pode esconder um problema maior

Um dos pontos que mais merece atenção é a apresentação de estimativas de faturamento e lucratividade.

Se os cálculos não considerarem corretamente aluguel, funcionários, impostos, royalties, publicidade, estoque, sistemas e demais despesas, a margem apresentada pode ser muito diferente daquela encontrada depois da inauguração.

É nesse momento que muitos franqueados percebem que os custos extras não estavam necessariamente escondidos em um único documento, mas distribuídos em diversas obrigações contratuais e operacionais.

O contrato pode trazer obrigações financeiras importantes

Depois da COF, o contrato de franquia merece uma análise igualmente cuidadosa.

É preciso verificar as obrigações do franqueado, regras para compra de produtos, exclusividade, publicidade, sistemas, metas, multas, renovação, rescisão e demais condições financeiras.

Uma obrigação que parece secundária no momento da assinatura pode se tornar relevante quando o negócio enfrenta queda nas vendas.

Além disso, determinadas cláusulas podem limitar a liberdade do franqueado para negociar com fornecedores ou escolher soluções para reduzir despesas.

Por isso, assinar rapidamente para não perder uma suposta oportunidade pode ser um erro caro.

Custos escondidos em franquias podem comprometer o lucro

A principal preocupação não deve ser apenas o tamanho do investimento inicial, mas a capacidade do negócio de gerar lucro depois de todas as despesas.

Uma franquia pode ter uma marca forte e, ainda assim, não ser adequada para determinado perfil de empreendedor ou região.

Quando o custo operacional fica acima do esperado, o franqueado pode precisar colocar dinheiro do próprio bolso constantemente para manter a unidade aberta.

Essa situação pode gerar endividamento e transformar um projeto que parecia seguro em uma fonte de prejuízo.

O que fazer se você descobriu despesas que não conhecia?

Se você já assinou o contrato e descobriu cobranças ou obrigações que não haviam sido apresentadas adequadamente, não ignore o problema.

Reúna a COF, contrato, propostas comerciais, conversas com vendedores, apresentações, planilhas financeiras, comprovantes de pagamentos e demais documentos relacionados à negociação.

Essas informações podem ajudar a verificar se houve divergência entre aquilo que foi apresentado antes da contratação e o que passou a ser exigido posteriormente.

Dependendo do caso, podem existir medidas extrajudiciais ou judiciais para discutir responsabilidades, cobranças e eventuais prejuízos.

O mais importante é agir rapidamente. Quanto mais tempo passa, maior pode ser o prejuízo acumulado.

Vale a pena contratar um advogado antes de assinar?

Sim, consultar um advogado especialista de forma preventiva pode representar uma economia muito maior do que o custo de descobrir um problema depois da assinatura.

Um advogado especializado em franquias examina a COF, o contrato, as projeções financeiras e as obrigações impostas ao franqueado.

Essa avaliação também permite identificar cláusulas que merecem negociação ou esclarecimento antes que o empreendedor assuma uma obrigação de longo prazo.

O momento mais barato para descobrir um problema em uma franquia é antes de colocar dinheiro no negócio.

Depois que o contrato foi assinado, a unidade inaugurada e os investimentos realizados, as alternativas podem se tornar mais complicadas.

Conclusão:

A franquia pode ser uma excelente oportunidade de negócio, mas não deve ser comprada apenas pela força da marca ou por uma promessa de faturamento.

O empreendedor precisa conhecer o investimento completo, as despesas recorrentes, as obrigações contratuais e o cenário financeiro real da operação.

Identificar custos escondidos em uma franquia antes da assinatura permite avaliar se aquele negócio realmente faz sentido.

Se você está analisando uma franquia ou já descobriu cobranças que não esperava, procure orientação jurídica antes de tomar uma decisão.

Uma análise preventiva pode evitar que uma oportunidade aparentemente lucrativa se transforme em um prejuízo difícil de recuperar.

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Foto de Antonio Mendes | OAB/ES 15.535

Antonio Mendes | OAB/ES 15.535

Fundador e CEO do Antonio Mendes Advogados Associados, especialista em Direito do Trabalho, Empresarial e Franquias, com mais de 15 anos de experiência. Atuou na assessoria jurídica de grandes empresas como Coca-Cola, Bob's, Spoleto e Construtora Sá-Cavalcante.

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Antonio Mendes | OAB/ES 15.535

Fundador e CEO do Antonio Mendes Advogados Associados, especialista em Direito do Trabalho, Empresarial e Franquias.

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